terça-feira, outubro 30, 2012

se nao fazes por valer a pena, porque fazes?

Deixa-a prender-te um pouco naquele que é agora e durante já alguns inteiros dias o seu maior anseio… Respira e diz-lhe que quando (sempre inevitavelmente) pensa em ti, tu poderás também num desses milésimos de segundo, pensar igualmente em si, ora por motivo nenhum te inundar a alma, ora por também como ela, fazeres por isso. Era bom… precisava só de uma aresta de luz para poder mover o chão, os seus dias, para chegar a ti como chega no sonho, sem se perder, porque lhe agarras a mão… Ou então, do contrário, para que num suspiro volto a acordar. Se não fazes por valer a pena, porque fazes? Fica quieto.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Se penso mais que um momento

Se penso mais que um momento
Na vida que eis a passar,
Sou para o meu pensamento
Um cadáver a esperar.

Dentro em breve (poucos anos
É quanto vive quem vive),
Eu, anseios e enganos,
Eu, quanto tive ou não tive,

Deixarei de ser visível
Na terra onde dá o Sol,
E, ou desfeito e insensível,
Ou ébrio de outro arrebol,

Terei perdido, suponho,
O contacto quente e humano
Com a terra, com o sonho,
Com mês a mês e ano a ano.

Por mais que o Sol doire a face
Dos dias, o espaço mudo
Lembra-nos que isso é disfarce
E que é a noite que é tudo.

Fernando Pessoa

quarta-feira, dezembro 15, 2010

5 minutos de amor
5 minutos de ódio.




Têm sido demorados estes meus dias…
Porque será que tendem a tornar-se insanavelmente tão constantes…!?
Porque assim tem de ser?
Não… não há razões!!!
Fico à espera da ocasião, do timming certo
Esperanças para quê?
Seja qual for o tempo que espero, ou o que espero, na verdade, em tempo nenhum obterei melhor resposta que aquela que ouço a todos os momentos.
Mas sei lá eu se será o correcto...
Assim como ontem, volto a depor: nem sempre o correcto é o que está realmente certo.

E agora?
O que me apetecia mesmo era poder mandar meia esfera armilar "pro c*ralho" e fazer ouvir o meu discernimento para que justiça fosse feita.

Ffffffff...

Doí-me os olhos
Doí-me a coragem (sabias?)
Aqui... deste lado


Já saciei tudo, não alcanço muito mais



"Oh, and twisted thoughts that spin round my head..."

terça-feira, dezembro 07, 2010

fica aqui a letra toda...


Já não sei quem és
Já não sei quem és para mim
Se não for demais, lembra-me de nós
Já não sei quem és
Já não sei que faço aqui
Se não for demais, lembra-me de nós
Talvez ele não tivesse dado tudo o que podia
Talvez ela não tivesse a certeza
Um dia sem esperar, um olhou o outro ao acordar despertou e
pensou para si:
Já não sei quem és
Já não sei que faço aqui
Se não for demais, lembra-me de nós
Quiseram os dois que não tivesse sido assim
Mas assim o escolheram
Ainda dormentes, no momento, disseram:
Lembra-me dos sítios onde andei, do que passei contigo
Lembra-me os momentos que guardei - não tenho lembranças
Lembra-me dos dias em que vivia por ti
Lembra-me as promessas que te fiz
Se não for demais, lembra-me de nós
Se não for demais, lembra-me de nós
Já não sei quem és
Já não sei quem és para mim
Se não for demais, lembra-me de nós



Arranjem-me melhor para agora!!!
"Eu já não sei quem és...
Eu já não sei quem és p'ra mim, se não for demais, lembra-me de nós!!!

Já não sei quem és, Já não sei que faço aqui. Se não foi demais, lembra-me de nós!"

quarta-feira, dezembro 01, 2010

...
Dá-me a razão, não me dês a escolha!!!
O amanhã é sempre tarde demais
E sabe-se se lá se quando arregalares os teus olhos, eu ainda me encontrei sentada lá ao canto.

sexta-feira, agosto 06, 2010

(...)
Stay with me. let's just breathe!
Stay with me. you're all I see.


Hold me til i die

terça-feira, junho 29, 2010

my love...

"Should I fall out of love, my fire in the light?
To chase a feather in the wind
Within the glow that weaves a cloak of delight
There moves a thread that has no end
For many hours and days that passes ever soon
The tides have caused the flame to dim
At last the arm is straight, the hand to the loom
Is this to end or just begin?
All of my love, all of my love, oh
All of my love to you, now(...)"

sábado, maio 29, 2010

"Quem me dera que eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças"

sábado, março 06, 2010

Não me mintas

Eu queria ter amarra nesse cais
para quando o mar ameaça a minha proa
e queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa