sexta-feira, agosto 31, 2007




Sim !
Apesar de tudo eu quero partir para o inexacto ... Sozinha , aprender a viver bem , a cair e sorrir por isso !
E ninguém me vai deter ...
Solto-me para possuir o desejo !

terça-feira, agosto 28, 2007

A verdade é que algum dia toda a humanidade me vai magoar. Mas encontra-se nas minhas mãos a decisão por quem me vou deixar sofrer.
Lágrimas e toda e qualquer aflição permanecerão a meu e só meu respeito. Porque se já ninguém me consegue fazer sorrir, efectivamente. Ninguém me vai ver deplorar também.
Estou bem. Deixa !

sexta-feira, agosto 24, 2007


“Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembra-lo. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doida, devidamente honrada. É uma dor que é preciso, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos moí mesmo e que nos da cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos distrairmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos, amigos, livros e copos, pagam-se depois em conduídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais falta das pessoas que amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor. As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se. Mas é preciso aceitar, é preciso sofrer, dar murros na mesa, não perceber. E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio de remoinho de erros que nos resolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor? Temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor. As pessoas magoam-se, separam-se, abandonam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquece-las, é preciso chora-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta, reparem como ainda temos esperanças de contorna-la. Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas Caraíbas, livros de poesia? Só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego. Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amámos de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isto conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste, uma barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar. Quando já é tarde para voltar atrás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar. Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar! Aí, está o sofrimento maior de todos. Aí está a maior das felicidades.” (Miguel Esteves Cardoso)

segunda-feira, agosto 20, 2007

...
Sensações
Consternações
Condolência
Aflição
Lágrimas

O tempo vai ajudar !

sexta-feira, agosto 17, 2007

Usada mas teve todo o proveito...
Inútil mas gozou do deleite carnal a que se arriscou!
Pelo meio de enumeras carícias e tanta ternura, restou-lhe o quê?
Um meio para se orientar no tempo a título de "carinho"?
Uma oferta sem qualquer préstimo?
Soube-lhe bem o divertimento?
Angustiante seria para qualquer mulher que se preze, reduzir-se ao exagero daquilo que (coitada!) mostra ao mundo em forma de beleza.
Tentar começar pela percepção dos meus comportamentos, e evidenciar em forma de conhecimento algum retrato acerca dos eventuais motivos?
Mau começo, mas... até foi acontecendo.
Um contacto leve aqui. Uma ligação intima ali. Um "abracinho" não lhe pertencia(era meu)...Umas letras no vidro? (Que falta de originalidade!) Um forte "cair no erro" e fazer-se enganar. Uma desculpa por estar insubmisso...Uma queda no obsceno e no impudico!Imundície...

"you give me something"?

Que dó! Sonhou

segunda-feira, agosto 13, 2007

Pesas-me pela tua ausência.
“sit down, give me your hand”

sábado, agosto 11, 2007

Aquela vaga história que termina sempre numa mágoa qualquer.
Perdida por entre uma prisão subterrânea onde por mais que tente não consigo atingir.
Deixo esta ou aquela lágrima cair em forma de desespero.
Para magoar. És diligente. Incansável.
Onde habita a tua memória?
Perdeu-se.
Demasiado verosímil.
Tudo bem

sábado, agosto 04, 2007


"Conta-me histórias de tempos a que eu gostaria de voltar.
Tenho saudades de momentos que nunca mais vou encontrar!"

Às vezes paramos no tempo. Recordamos melancolica e nostalgicamente momentos vividos outrora. Momentos que pareciam desmedidos de qualquer limite. Momentos absolutos.
Mas um dia contemplando o horizonte. Sente-se tudo a fugir por entre os dedos e prevalece a inexistência, a incapacidade de voltar a alcançar todas as coisas novamente.
Vai doer como uma surpresa dolorosa, vai magoar como cilada...
Mas nada vai derrubar a minha bela, leve e frágil memória!
Passamos horas e horas a ansiar pelo resultado que nos descreve meramente o futuro.
Ora deixamos a lágrima cair. Ora o riso incessante mas amedrontado dá luz ao nosso ser...
Whatever...
Quando a realidade nos toca verdadeiramente à porta o salto para a Felicidade é dado. Mas o coração despedaça-se lentamente. Aquela fita cinematográfica do findo atinge-nos sem avisar e atira-nos para a nostalgia triste e suave do que foi vivido "lá trás".
Porque o que é vulgar não deixa desejo de tornar a ver e a possuir, "só as lembranças que doem ou fazem sorrir".
Fonte de minha inspiração. Porque a tua presença "marca o ritmo" daquilo que para mim é a Vida.


But i miss you most of all, my darling *


Amo-te Como Sempre Amigo